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Edição 9
Julho/2004

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Voando limpo
por Andréa Wolffenbüttel

DivulgaçãoEnquanto no Brasil viajantes congestionam os sites das empresas aéreas em busca de tarifas mais baixas, na Suíça e na Alemanha passageiros estão aderindo espontaneamente a uma taxa extra para compensar a poluição causada pela combustão do querosene dos aviões. Cada passageiro paga, em média, cinco euros por hora de vôo. Em 2003, as contribuições somaram 40 mil euros. No ano passado saltaram para 150 mil e a expectativa é fechar 2005 com 300 mil euros, expandindo o programa para a Inglaterra e os Estados Unidos. A proposta surgiu num encontro internacional de ambientalistas na Costa Rica. Os participantes constataram que haviam provocado o lançamento de toneladas de gás carbônico na atmosfera durante o traslado de cada um até a cidade de San José. O dinheiro arrecadado é gerido pela ONG suíça MyClimate, que aplica os recursos em pesquisas para a substituição dos combustíveis fósseis por energia renovável, em países em desenvolvimento. Atualmente, a MyClimate apóia sete projetos e há três candidatos brasileiros, todos ligados ao Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudança de Clima, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.


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