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Edição 8
Junho/2004

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O olho do dono
por AndréaWolffenbüttel

Apesar do espaço conquistado pelos administradores profissionais, o lugar mais seguro para o investidor ainda são as empresas familiares, geridas diretamente por seus fundadores. A conclusão é de Belen Villalonga, professor da famosa Harvard Business School, que analisou o desempenho, durante a última década, das quinhentas maiores empresas norte-americanas listadas na revista Fortune. Ele constatou que as organizações de origem familiar, comandadas por seus criadores, apresentaram crescimento médio de 19,6%, enquanto as demais ficaram no patamar de 13,8%. Além disso, elas também trouxeram maior retorno sobre os ativos, 11,6% ante 10,9% das outras. As causas apontadas para os bons resultados são a capacidade do dono de estimular e dar confiança aos funcionários, a ausência de conflito entre acionista e administrador e, é claro, o talento natural dos fundadores. Entre as gigantes que se enquadram nesse perfil estão o Wal-Mart, a Heinz e a Black & Decker. Villalonga avisa que o efeito fundador não se estende aos descendentes, que muitas vezes deturpam ou enfraquecem o espírito original da empresa, como ocorreu com a Ford e a Motorola, que viram seus negócios minguarem, recentemente, sob a batuta dos herdeiros.


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