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Edição 5
Março/2004

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Crianças na mídia
Os resultados positivos alcançados pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância, premiada internacionalmente.

Por Maysa Provedello*, de Brasília


Para viabilizar a transmissão da metodologia e garantir a qualidade dos trabalhos no longo prazo, foi necessário sistematizar, em forma de manuais, cada tarefa realizada. O jeito de trabalhar foi então repassado durante encontros de treinamento, visitas de técnicos da Andi, contatos constantes via telefone e internet, o que também propicia monitoramento sobre o andamento das iniciativas. "Precisamos agora consolidar a experiência com a região para, só então, pensarmos em atender aos convites de ampliar a rede para outras regiões do mundo", diz Fuchs. Organizações de países como Marrocos, Espanha e África do Sul já oficializaram interesse em aplicar as atividades da agência.

Do ponto de vista administrativo, há um caminho cheio de desafios a ser percorrido, embora bons passos tenham sido dados. As contas são auditadas pela Trevisan Auditores e Consultores. A iniciativa ganhou, por duas vezes, o Prêmio Bem Eficiente, conferido pelo site Filantropia às 50 organizações sociais que melhor desempenham suas atividades com transparência e profissionalismo. "Precisamos agora aprimorar mais ainda a gestão para que ela se torne tão eficaz quanto as nossas ações voltadas para a criança e o adolescente", diz o diretor. Ele se refere às demandas que vão surgindo à medida que uma instituição vai ganhando porte, funcionários, consultores, novos parceiros e passa a exercer papéis mais amplos. Os planejamentos internos precisam ser feitos de forma mais detalhada, o campo dos recursos humanos precisa de mais agilidade e capacidade financeira e, principalmente, a captação de recursos necessita de um novo estilo. "Até agora, apresentávamos projetos isolados aos potenciais financiadores; mas isso não tem sido suficiente para toda a nossa demanda de custeio, que está muito alta", declara. A idéia é criar um plano de ações integrado ao orçamento total da entidade, para encontrar novas formas de sustentabilidade.

Se o esforço tem valido a pena? Em 1996, pouco mais de 10 mil notícias sobre infância e adolescência foram divulgadas em 50 jornais. No ano passado, esse número subiu para 105 mil e, em 2004, deve ficar por volta dos 140 mil. "O tema já está na agenda pública, agora a meta é qualificar mais essa cobertura", diz Fuchs. Antônia Amélia da Conceição, que trabalha há dez anos na Andi, no monitoramento da mídia, testemunhou esse movimento. "Quando entrei aqui, o que saía nos jornais era muito fraco perto do que sai hoje; adoro meu trabalho porque sinto que estou contribuindo para um futuro melhor".

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