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Edição 5
Março/2004

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Crianças na mídia
Os resultados positivos alcançados pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância, premiada internacionalmente.

Por Maysa Provedello*, de Brasília

Mário Friedlander / Pnud
Crianças da Escola Municipal 7 de maio, de Jurema, Mato Grosso, com trabalhos manuais feitos a partir de material reciclado.
No dia 29 de janeiro de 2004, os mais importantes líderes da sociedade civil mundial estavam reunidos em Nova Déli, na Índia, na 5ª Conferência Anual de Desenvolvimento Global, promovida pela Global Development Network, organização ligada ao Banco Mundial. Na ocasião, eles tinham os olhos voltados para o Brasil. Mais precisamente, para Brasília, onde fica a sede da organização não-governamental (Ong) Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi). A instituição foi considerada, por uma rigorosa comissão julgadora, como um dos três projetos sociais mais inovadores do mundo, na 5ª edição do Prêmio Japão Para o Projeto Mais Inovador de Desenvolvimento. O reconhecimento é oferecido às iniciativas sociais com elevado grau de criatividade e potencial de disseminação em outras regiões. Pode ser comparado ao Oscar das Ongs.

A agência promove os direitos das crianças e adolescentes por meio do uso dos recursos de comunicação. Numa comparação superficial, a Andi cumpre o mesmo papel que uma assessoria de comunicação para seus clientes só que, no caso, o cliente são meninos e meninas. Divulga fatos e assuntos especiais para os jornalistas, desenvolve publicações, promove encontros com profissionais da mídia e monitora o que é publicado sobre o assunto.

Parece pouco, mas não é. Imagine que um governo resolva extinguir um programa de atendimento a crianças com algum tipo de doença especial. Enquanto a decisão fica longe de jornais, rádios e televisões, fica fácil conter as reclamações e deixar as vítimas sem benefícios. Basta uma denúncia na primeira página de jornal para que os órgãos competentes, como ministério público, conselhos de direitos da infância e adolescência, entidades da sociedade civil e a população em geral pressionem seus dirigentes por explicações aceitáveis para a mudança ou para que voltem atrás na decisão.

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