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ciência & inovação
Pesquisa Andréa Wolffenbüttel
Texto Eliana Simonetti
Um bom exemplo da importância do patrimônio genético e da biodiversidade brasileira. Uma pesquisa desenvolvida na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP desde 2001 investiga os efeitos do guaraná - planta originária da Amazônia que é quase um símbolo nacional - sobre células cancerosas. Os resultados mais recentes dos testes feitos em camundongos mostram que os submetidos a tratamento têm expectativa de sobrevida ampliada em 12,5% e que o processo de desenvolvimento do câncer é 55% menos agressivo. O médico Heidge Fukumasu já identificou o efeito preventivo da planta.Sua tese de doutorado busca esclarecer como isso ocorre. “O guaraná mantém algumas células cancerosas numa espécie de estado ‘vegetativo’, impedindo sua proliferação”, explica.“Em outras, atua atrapalhando o processo de mitose.”Próximos passos:“Pretendemos descobrir em que ponto das células se dá a atuação, e quais as proteínas e vias metabólicas envolvidas”. Novos materiais Duas pesquisadoras brasileiras, as físicas Regina Keiko Murakami e Valquiria Villas Boas, da Universidade Federal do Grande ABC (UFABC), em São Paulo, usaram a nanotecnologia e metais de baixo custo para desenvolver uma nova família de ímãs de alto desempenho, mais potentes e de cristalização mais estável do que os atuais. Explicação: são mais finos e homogêneos.“ As partículas são interligadas de forma harmônica, o que melhora o acoplamento magnético entre os cristais”, explica Murakami. As pesquisas em laboratório foram concluídas, e a novidade poderá ser utilizada em discos rígidos de computadores e em motores elétricos de alta precisão. Pesquisa A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Microsoft se associaram para criar um centro de inovação em tecnologia da informação, o Instituto Microsoft Research - Fapesp de Pesquisas em TI. Apoiará projetos que aliem avanço em conhecimento fundamental com possibilidades de aplicação para a melhoria de serviços como os de saúde e educação; e, portanto, produzam impacto social e econômico. Saúde II Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) constatou que a prática regular de exercícios físicos, além de inúmeros outros benefícios, pode resultar em economia de 36% no tratamento de hipertensão arterial. No balanço do Sistema Único de Saúde (SUS), 100 pacientes com problemas cardiovasculares que cuidam do corpo direitinho provocam corte de custos que pode chegar a 30 mil reais ao ano. Esse grupo é especialmente importante. De acordo com informações do Banco de Dados do Sistema, o DataSUS, cerca de 80% das internações hospitalares por problemas cardiovasculares no país estão relacionadas à hipertensão arterial. O trabalho, denominado “Hipertensão e exercício: custos do tratamento ambulatorial, antes e após a adoção da prática regular e orientada de condicionamento físico”, está na revista Hipertensão, da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), em: www.sbh.org.br/noticias.asp?codigo= 648. Saber O acesso a informações científicas está cada vez mais fácil. Com um telefone celular ou um palmtop conectado à internet é possível alcançar o conteúdo do portal do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).Além de quase duas mil publicações científicas, e de vídeos, o site está ligado a mais de 200 cientistas de diversos países numa rede de ensino a distância e gerenciamento de projetos. Para saber mais, visite o endereço www.cmdmc.com.br.
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