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Edição 34
Agosto/2006

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Técnico com capacitação superior
Plano lançado pelo governo chama a atenção para o ensino profissionalizante e revela que parte desse setor tem nível de Primeiro Mundo

Por Marina Nery, de Brasília

Divulgação Senai

É notório o bom funcionamento do "Sistema S" em relação ao ensino prof issionalizante. Mais de 70% dos formados estão no mercado de trabalho

Em 2005,na Finlândia,o Brasil participou de um campeonato internacional em que obteve duas medalhas de prata, por projetos de polimecânica e mecânica de refrigeração; três de bronze,nas áreas de manufatura integrada, redes de computadores e eletricidade industrial;além de onze diplomas de excelência.Em novembro deste ano,o campeonato, denominado WorldSkills, em sua 39ª edição, será realizado na cidade de Shizuoka, no Japão. Estão sendo esperados setecentos competidores de 46 países. Brasileiros participarão de disputas em muitas categorias.Algumas delas são polimecânica, sistema de transmissão de informações, manufatura integrada, mecatrônica, desenho mecânico em CAD (computer aided design, ou desenho auxiliado por computador) e tornearia e fresagem com CNC (controle numérico computadorizado).Outras: tecnologia da informação, soldagem, revestimento cerâmico, eletrônica industrial,webdesign, eletricidade predial e industrial,construção em alvenaria,marcenaria, joalheria, confeitaria, paisagismo e jardinagem,mecânica de refrigeração,instalação e manutenção de redes de computadores e design gráfico.

Se o leitor imagina competidores que cursam universidades de ponta, está enganado. Os concorrentes são alunos de cursos técnicos profissionalizantes. Para Vera Fartes, professora e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA),a formação oferecida por bons cursos técnicos supera a de superiores de "faculdades de qualidade duvidosa, que proliferam como erva daninha". Antonio Carlos Dias, assessor da direção-geral do Senai, explica:"O aspecto tecnológico das ocupações e o mercado nessas áreas têm provocado constante atualização das competências nacionais".

A estrela nesse departamento é um complexo de escolas nascido no berço de organizações industriais, o Sistema S, conjunto de entidades corporativas empresariais voltadas para treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica. Além do nome iniciado com a letra S, têm raízes comuns e características similares.Fazem parte do sistema o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional do Comércio (Senac), entre outras instituições que compõem um gigantesco sistema privado mantido por contribuição compulsória sobre a folha de pagamento das empresas."É notório o bom funcionamento do Sistema S em relação ao ensino profissionalizante", afirma Divonzir Gusso, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e expresidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

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