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Edição 34
Agosto/2006

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Ecoeficiência em escala industrial
Empresa do setor petroquímico, plantada num dos cartões-postais de Pernambuco, a Amanco mostra que produção, geração de riqueza e crescimento não são incompatíveis com preservação ambiental. Ao contrário: melhoram resultados em todos os aspectos

Por Goretti Soares, de Suape, PE

Tratamento e reutilização de água geram economia correspondente ao consumo mensal de 187 residências com média de quatro habitantes em cada uma

Esta reportagem trata do braço brasileiro de uma potência de origem suíça atualmente sob controle do grupo mexicano químico e petroquímico Mexichem: o Grupo Amanco, que atua em 29 países e emprega mais de 7 mil pessoas. Está no Brasil desde 1991, quando adquiriu a Fortilit. Em 1999, ao comprar a maioria das ações da Akros, ganhou massa muscular. Tornou-se ainda maior com a incorporação da Carborundum, especializada em equipamentos de irrigação por gotejamento e microaspersão.Hoje, é uma das maiores companhias de sua área no país. Tem crescido 16% ao ano. Em 2006, pela quinta vez consecutiva, foi considerada uma das melhores empresas para trabalhar na pesquisa realizada pelas revistas Exame e Você S/A. Produz mais de 2 mil itens - tubos,conexões e outros materiais de construção feitos de plásticos - e tem 1,6 mil funcionários em sua sede,na capital paulista, e em quatro fábricas localizadas nas cidades de Sumaré, no interior de São Paulo; Joinville, em Santa Catarina; e no distrito industrial de Suape, no município de Cabo de Santo Agostinho, nas cercanias de Recife, Pernambuco.É esta última planta que nos interessa.A fábrica é um caso de aplicação de boas práticas ambientais que merece nota.

Cabo de Santo Agostinho é um paraíso natural, espécie de mirante de onde se podem observar as águas verdes e cristalinas das praias pernambucanas.Ali foi implantado, quase trinta anos atrás,um porto com um distrito industrial,o Complexo Industrial e Portuário de Suape (leia o quadro Localize-se),onde se edificou a segunda maior fábrica de tubos da Amanco no Brasil. Foi de Suape que saiu a novidade que a Amanco lançou em março, durante a 15ª Feira Internacional da Indústria da Construção, realizada em São Paulo: tubulações hidráulicas com isolamento acústico que proporcionam silêncio providencial em hospitais e bibliotecas, por exemplo.Outros produtos oferecem aos consumidores a possibilidade de poupar recursos naturais. Especialmente água. É o caso do sistema de equipamentos para irrigação agrícola por microaspersão e gotejamento.“Também fabricamos calhas que podem ser usadas para coletar chuva e tanques de armazenamento. Fomos os primeiros a lançar a caixa de descarga sanitária de baixo consumo de água, e por isso ganhamos um prêmio de casa sustentável da revista Casa Claudia em 2002”, exemplifica Regina Zimmermann, gerente de engenharia de materiais, meio ambiente, saúde, segurança e qualidade da companhia.

Mais que pesquisa e inovação, importa aqui o comportamento da empresa no âmbito da preservação ambiental,um de seus pontos fortes - o que é especialmente importante em se tratando de uma fabricante de produtos feitos de derivados de petróleo, cujo consumo indiscriminado tem agravado as alterações climáticas que afetam o planeta. Entre os funcionários da Amanco, fala-se em ecoeficiência, um neologismo bastante interessante. Conhecer um pouco sobre a operação da Amanco em Suape ajuda a compreendê-lo.

Ecoinovação Tudo começou há dois anos, quando a unidade de Suape substituiu uma antiga fábrica da Amanco localizada em Jaboatão dos Guararapes, também em Pernambuco. “Com essa planta conseguimos ecoinovar,dar um salto em termos de desenvolvimento sustentável, unir de forma harmônica, no dia-a-dia, os conceitos de responsabilidade social,ambiental e econômica”,diz Zimmermann.“Ecoeficiência é a utilização de recursos naturais com o máximo de aproveitamento e o mínimo de desperdício, valores contemplados na concepção da fábrica de Suape.”

Teoria? Não apenas.O caso é de teoria levada à prática, à rotina da operação industrial, da arquitetura do prédio à linha de produção,embarque e descarte.Vai aqui uma amostra do que se vê na fábrica de Pernambuco.

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