Combustíveis
Petrobras a todo vapor
A Petrobras acaba de assinar dois memorandos de contratos.Um deles, firmado com o Ministério de Energia e Recursos Minerais da Jordânia, reconhece a competência da empresa no aproveitamento comercial do óleo de xisto - tecnologia que começou a ser desenvolvida no final dos anos 1950 e foi patenteada como Petrosix. No Brasil, a Unidade de Negócio da Industrialização do Xisto da Petrobras, no Paraná, produziu cerca de 4,2 mil barris diários no ano passado.A Jordânia quer suporte para extrair suas reservas. O outro memorando foi assinado com o Japan Bank for International Cooperation. Os japoneses estão interessados em investir no país e, para isso, querem aproveitar a capacidade de pesquisa e planejamento logístico da Petrobras.Pretendem que a empresa organize um plano para a aplicação de recursos em produção e comercialização de etanol,biodiesel e bioeletricidade.A Petrobras, por seu turno, quer garantir a exportação de 3,5 bilhões de litros de biocombustíveis para o Japão até 2011 - mais do que o dobro do que o Brasil exportou para os Estados Unidos no ano passado. Como se vê, está a todo o vapor.
Aquecimento
global Expresso polar
Um dos efeitos da elevação da temperatura na Terra,nos últimos anos,é o derretimento do gelo dos pólos,cuja conseqüência é a elevação do nível de água nos oceanos e o alagamento de áreas litorâneas. Para compreender como funciona esse ambiente e as transformações que estão ocorrendo, a Organização das Nações Unidas criou um programa mundial de pesquisa - o Ano Polar Internacional (API) - e estabeleceu que, de 2007 a 2009, pesquisadores se dediquem ao tema. O envolvimento é geral: 50 mil pesquisadores conduzirão 227 projetos em 63 países. No Brasil, 28 projetos serão levados adiante por trinta universidades e centros de pesquisas. Para que isso seja possível,o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) disponibilizou 9,2 milhões de reais,provenientes de fundos setoriais, que serão repassados em dois anos por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O país tem experiência na área. Há 25 anos mantém pesquisas na Antártica.
Controle de informação
Não se perde mais
RFID é a sigla em inglês usada para as etiquetas inteligentes que aos poucos estão substituindo o código de barras. Permitem a identificação por radiofreqüência, a distância, e maior controle sobre circulação de mercadorias, por exemplo. Foram usadas nos ingressos dos jogos da Copa do Mundo de Futebol da Alemanha. Pois agora têm nova utilidade que em breve estará disponível no Brasil: o rastreamento de documentos em recipientes fechados ou em grandes depósitos.O sistema vai ajudar a acabar com o extravio de papéis dentro de empresas. Ou ser útil no controle de processos do Judiciário.A tecnologia foi desenvolvida pela empresa Recall, pertencente ao grupo australiano Brambles, cuja especialidade, desde 1875, é a administração de informações.
Aquecimento global II
Varrendo o gás para debaixo do tapete
A preocupação com os efeitos que a emissão exagerada de dióxido de carbono (CO2), por indústrias, carros, produção agropecuária e muitas outras atividades humanas,tem causado no clima motivou uma especulação no mínimo curiosa.Pesquisadores calculam as probabilidades de sucesso de captura e armazenamento do gás para estancar seus danos de imediato, sem ter de reduzir o ritmo de vida nem alterar os hábitos das pessoas e das empresas - e ganhar tempo para o desenvolvimento de tecnologias limpas.A idéia saltou das conjeturas para um fosso de 700 metros de profundidade, que começou a ser perfurado no mês passado próximo a Berlim, capital alemã. A intenção dos pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisas em Geociências da Alemanha é bombear 60 mil toneladas de dióxido de carbono (quantidade equivalente à resultante da respiração de 144 mil pessoas) para o poço e deixá-las ali por dois anos, estocadas em rocha porosa, arenito e solução salina. Nesse período, os pesquisadores planejam observar, por dois fossos paralelos, como o gás se espalha pelo subsolo e determinar a viabilidade da estocagem subterrânea por longo prazo.
Informática I
Robô de 1.001 utilidades
A empresa Cientistas Associados Desenvolvimento Tecnológico, incubada na Fundação Parque de Alta Tecnologia de São Carlos (ParqTec), no interior paulista,está desenvolvendo um sistema robótico que funcionará como uma plataforma: os usuários poderão aplicar diferentes programas e equipamentos e adequá-lo às suas necessidades, para oferecer cursos a distância para aplicações industriais ou médicas, entre outras.
O projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Esperase que a novidade incentive a criação de novos laboratórios de robótica, setor promissor que ainda engatinha no Brasil. Na mesma linha, a equipe da Cientistas Associados mantém,desde o ano passado,o projeto Robô na Escola, que ensina a crianças de bairros carentes da cidade para que servem a tecnologia e a ciência aplicada. O ParqTec promove a aproximação entre cientistas e empresas desde sua criação, em 1984. Iniciativas inovadoras que, além de negócios,geram desenvolvimento para a sociedade.
45 mil quilômetros
É a distância que será percorrida, nos cinco continentes, pelo ecoautomobilista Rainer Zietlow, a bordo de um furgão movido a gás natural veicular. Ele já passou pelo Brasil e quer provar que é possível dar a volta ao mundo quase sem emitir gases de efeito estufa. Mais informações em www.ecofuel-world-tour.com. |
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