Pesquisa I
Mercado para doutores
O número de doutores brasileiros tem crescido à taxa anual de 12%. Em 2006, 10 mil acadêmicos completaram o doutorado. Mas, segundo especialistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), para promover o desenvolvimento e aumentar a competitividade é preciso mais: 16 mil títulos por ano. Além disso, é necessário uma correção de rota. A maior parte dos doutores trabalha no meio acadêmico ou obtém bolsas de pósdoutorado e desenvolvimento científico oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela Capes e por outras fundações estaduais. As indústrias deveriam aproveitar os profissionais para evitar, por exemplo, que por falta de tecnologia o Brasil, maior exportador de suco de laranja do mundo, seja obrigado a importar ácido cítrico, um dos principais componentes de sua produção. Não faltam instrumentos que funcionam como abre-alas para o investimento industrial em pesquisa. Entre eles estão a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (Pitce), a Lei de Inovação e auxílios oferecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Só faltam os empresários entrarem na passarela.
Pesquisa II
Alemanha encosta na França
Pelas previsões da Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em breve a Alemanha será a principal base acadêmica do Brasil na Europa. Atualmente, o país é o terceiro principal destino de brasileiros que estudam no exterior. Os mais procurados são os Estados Unidos e a França. Segundo o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (Daad), a cooperação acadêmica entre os dois países dobrou em uma década. Entre 1993 e 2003, o número anual de brasileiros participando de programas de intercâmbio universitário na Alemanha passou de 426 para 900 - alta de 111%. No mesmo período, a elevação do número anual de alemães que fizeram parte de seus estudos ou pesquisas no Brasil foi ainda maior, de 170%. A Universidade de São Paulo (USP) é a líder em benefícios recebidos do Daad, que oferece bolsas a 52 instituições públicas brasileiras, entre as quais 31 universidades federais, doze estaduais, quatro tecnológicas e cinco centros de pesquisa; além de 27 instituições particulares de ensino e pesquisa.
Agricultura
Natureza
contra
natureza
Até o final do ano, Cascavel, cidade a 500 quilômetros de Curitiba, vai ganhar um novo laboratório de pesquisas. A missão dos estudiosos será descobrir fungos que provocam doenças em insetos, para combater as pragas das plantações. Os principais clientes serão os pequenos agricultores orgânicos e agroecológicos do oeste do Paraná, que não utilizam agrotóxicos. A produção dos fungos para controle biológico - de baixo impacto ambiental - será coordenada pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) com tecnologia semelhante à aplicada em São Paulo, onde o arroz é utilizado para o cultivo dos microrganismos. A equipe da Unioeste, que já utiliza insetos para o controle de lagartas e percevejos no campus localizado na cidade de Marechal Cândido Rondon, pretende também ampliar as pesquisas para a produção da bactéria Bacillus thuringiensies, cujas variedades podem atacar o pernilongo urbano.
US$ 18, 5 bilhões
Essa deverá ser a quantia investida no Brasil em tecnologia da infomação (TI) durante 2007, segundo projeções da IDC, consultoria especializada em TI e telecomunicações. O valor é 14, 5% superior ao registrado em 2006. |
Celular
Olha o passarinho!

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| Fonte: DAAD Rio |
Um estudo realizado pela Schneider Kreuznach, empresa alemã especializada em componentes óticos, confirma a tendência de os telefones celulares substituírem as câmaras digitais. A pesquisa sobre padrões de uso de câmaras digitais e aparelhos celulares envolveu cerca de 1. 000 pessoas na Alemanha, na China, na Índia e nos Estados Unidos. Um quarto dos entrevistados afirmou que usaria apenas o telefone celular para tirar fotos se a qualidade fosse igual ou superior à das câmaras atuais de preço médio. Apenas 32% dão preferência à câmara digital. Na Índia e na China, mais da metade dos entrevistados tira fotos com seu celular várias vezes por semana. O efeito das descobertas foi imediato: os fabricantes de telefone celular já estão criando modelos que fotografam com resolução maior e têm melhores sistemas de lente. O estudo está disponível em www.schneiderkreuznach.com/pdf/mobil_phone_study.pdf.
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