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Edição 32
Junho/2006

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Parece impossível, mas não é
Pesquisa realizada pelo Unicef e pelo Ministério da Educação analisa 33 escolas que, apesar de localizadas em regiões problemáticas tanto social como economicamente, conseguiram obter bom desempenho na Prova Brasil. A fórmula é acessível a qualquer um: criatividade, empenho e disposição de professores, funcionários, pais e alunos

Por Lia Vasconcelos, de Guará, DF


Unicef/SViana
Crianças da escola Prof. José Negri, em Sertãozinho (SP), aprendem noções de frações preparando bolos

Estímulo Cuidados desse tipo ajudam a criar um ambiente estimulante para estudantes e funcionários, o que melhora a qualidade da convivência em geral. "O que nos surpreendeu positivamente foi que em nenhum momento houve reclamação sobre o aluno. Nas 33 escolas, o estudante é valorizado e tratado com muito respeito. Em geral, essas instituições de ensino não cumprem o calendário escolar de forma mecânica. Propõem atividades simples e criativas. Afinal, o que diferencia uma escola é sua alma", afirma Silva, do Unicef.

Exemplos de boas práticas não faltam e vêm das mais diferentes regiões do país. Na cidade de Sertãozinho (SP), a biblioteca Sol do Saber, da Escola Municipal Professor José Negri, atrai os alunos e procura desenvolver o gosto das crianças pela leitura. As aulas de português ganham reforço também com aulas de teatro e textos escritos ou adaptados pelos estudantes. O clássico de Machado de Assis Dom Casmurro fez tanto sucesso que os alunos organizaram um julgamento para a fictícia Capitu. Coube aos estudantes desempenhar os papéis de júri, juiz, advogados e promotores. As aulas de matemática são reforçadas com oficinas especiais. Noções como as de fração são ensinadas de maneira divertida. A mais famosa é o bolo da escola. Quem pode traz um bolo para a aula e todos se reúnem no pátio. A aula de matemática, temor de muitos, transforma-se numa grande confraternização entre alunos e professores cortando e comendo bolo. Os pais e pessoas da comunidade também são convidados. Já em Ibema (PR), dança, teatro, jograis e poesias preenchem a Hora Cultural, um projeto mensal desenvolvido pelos alunos da Escola Municipal Getúlio Vargas. Para fechar as atividades com chave de ouro, os estudantes apresentam-se para a comunidade no espaço cultural da prefeitura.

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