Safras
Otimista, mas nem tanto
A alta dos preços domésticos de produtos agrícolas importantes, em função das altas respectivas dos preços internacionais, está animando o setor. O caso mais destacado é o do milho, cuja cotação subiu devido ao aumento de sua utilização na produção de etanol nos Estados Unidos. Isso bastou para aumentar também os preços da soja e do trigo. Outro fator positivo é a queda na cotação do petróleo, o que ajuda a diminuir os custos de transporte e os preços de insumos agrícolas. Entretanto, esse vento a favor, após dois anos de condições climáticas adversas, aumentos de custos, queda dos preços internacionais e apreciação cambial, encontra o setor muito endividado. Como o sistema financeiro costuma reduzir a concessão de empréstimos novos a um setor muito endividado, o resultado poderá ser que a retomada da atividade agrícola não vá além da mera recuperação dos níveis de produção de 2004/05.
Agricultura
Plantas do futuro
O Brasil possui 775 espécies de plantas de potencial valor econômico que não estão sendo exploradas, embora haja condições para seu aproveitamento industrial imediato. Um exemplo é a goiaba serrana, natural do Brasil, que é ingrediente de sucos, biscoitos, geléias, óleos e até champanhe na Nova Zelândia. A descoberta surgiu de um levantamento feito pelo projeto Plantas do Futuro com recursos do Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (Probio). Neste ano, serão lançadas cinco publicações - uma para cada região do país - com informações detalhadas sobre o potencial das 775 espécies, denominadas plantas do futuro. Entre elas 148 são ornamentais, 99 medicinais, setenta alimentícias e frutíferas, 31 oleaginosas e nove aromáticas. Objetivo: divulgá-las e incentivar seu uso sustentável.
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| * Dados parciais/ Fonte: MTE |
Escravidão
Luta pela liberdade
Em 2006 foram libertados 3. 187 trabalhadores mantidos em situação de escravidão no Brasil, segundo levantamento preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). É bastante gente, mas a queda em relação a 2005 foi significativa: 26, 7%. Na avaliação dos técnicos do MTE, a criação de grupos móveis de fiscalização, que agem pontualmente atendendo a denúncias, parece ter provocado mudanças no comportamento dos empregadores. Houve também a adesão de cem empresas e associações ao Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, coordenado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Instituto Ethos. Para que a situação melhore, aguarda-se a votação, na Câmara dos Deputados, em Brasília, da Proposta de Emenda Constitucional 438, conhecida como PEC do Trabalho Escravo, que prevê o confisco de terras, sem indenização, onde forem encontrados trabalhadores mantidos em regime de escravidão. O quadro ao lado ilustra a evolução dessa luta.
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