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Pesquisa Nair Rabelo
Texto Andréa Wolffenbüttel
Água Bolhas purificantes Pesquisadores da Universidade Abertay Dundee, no Reino Unido, desenvolveram um sistema de purificação de água que utiliza tecnologia hidrodinâmica e, assim, evita a ingestão de produtos químicos. Funciona da seguinte maneira. A água é bombeada em alta velocidade, o que provoca o surgimento de pequenas bolhas. Em ambiente de pressão e temperatura elevadas, as borbulhas implodem e matam as bactérias. Para melhorar a desinfecção, aplica-se ozônio - o que aumenta a produção de bolhas. Menos nocivo à saúde do que o cloro, o ozônio é bastante usado pela indústria alimentícia, que financia as pesquisas. Desunited colors Amazônia de dois pontos de vista O país vem avançando. O desmatamento da Amazônia desacelerou 30% no ano passado. Mesmo assim, há problemas que chamam atenção. A revista trimestral Colors, da grife italiana Benetton, teve seu número 68 editado em português e dedicado à Amazônia. Uma equipe da revista desceu o rio Negro, falou com índios, mineradores, religiosos e exploradores de madeira durante vinte dias. Não colecionou boas histórias: o material mostra tragédia ecológica e dramas humanos. Armas I Munições verdes? A fabricante britânica de armamentos BAE Systems anunciou uma novidade inusitada. Está desenhando e produzindo armamentos com a preocupação de respeitar o meio ambiente. Entre as inovações estão balas com carga reduzida de chumbo, granadas que emitem pouca fumaça e foguetes com pequeno volume de produtos tóxicos. Há também veículos blindados, cujos motores emitem pouco gás carbônico, além de explosivos recicláveis. A política da empresa é aprovada pelo ministério britânico da Defesa. Em nota oficial, o ministério sustentou que o conceito de “munições verdes”não é contraditório.A informação foi publicada pelo jornal britânico The Sunday Times e divulgada pela agência de notícias AFP, francesa, em setembro. Armas II Munições inteligentes? O Congresso norte-americano já liberou verba para que a IBM construa um supercomputador de última geração capaz de fazer 1 quatrilhão de cálculos por segundo, ou 1 petaflop. O anúncio oficial explica que a máquina, apelidada de Roadrunner (algo como “maratonista”, em português), será construída no Laboratório Nacional de Los Alamos, no estado do Novo México, para servir ao Departamento de Energia dos Estados Unidos. A IBM, entretanto, informa que seu superprocessador poderá fazer mais: garantir segurança e eficiência ao arsenal de armas nucleares do país sem que sejam necessários testes de explosão subterrânea. Mais uma vez, como ocorreu no passado, a guerra, ou o medo dela, estimula e financia o desenvolvimento tecnológico. Economia Fitas econométricas No início de setembro, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou previsões positivas acerca da economia brasileira. Segundo a organização, dentro de seis meses o país estará melhor do que hoje. E isso não tem nada a ver com campanha eleitoral ou palpite em mesa de jogos. Resulta da análise de uma cesta de cinco índices, entre eles os relacionados a exportações, produção e investimentos externos.Surpreendente é que, seguindo a mesma equação, China e Índia se sairão pior - não que cheguem a enfrentar problemas, mas seu crescimento perderá empuxo.O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) anda preocupado com a dificuldade dos técnicos brasileiros em prever e analisar os indicadores econômicos do país. No seminário “Novos indicadores de riqueza”, realizado em agosto, propôs a criação de um índice capaz de retratar a desigualdade no país - e suas variações. Pesquisadores formaram, assim, o Observatório da Eqüidade, cujo primeiro relatório deverá estar pronto em março de 2007.
Nos dois últimos anos foram realizadas onze expedições científicas, com duração média de 21 dias, em diferentes regiões do Corredor de Biodiversidade do Amapá.As incursões descobriram 23 novas espécies - principalmente de peixes. Registraram 1,7 mil espécies de animais e vegetais, entre elas um pequeno roedor aparentemente desconhecido, que está em análise.A falta de informação compromete a elaboração dos planos de manejo das unidades de conservação e a conseqüente gestão da área. O Projeto Expedições Científicas foi criado para suprir parte dessa carência. Contou com o apoio do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), da Secretaria de Meio Ambiente do estado, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da organização não-governamental (ONG) Conservação Internacional (CI-Brasil).

