Fotografia
Precinho de ocasião
Foram necessários longos nove meses para que os executivos da subsidiária brasileira da Kodak convencessem a matriz a fabricar máquinas fotográficas digitais no Brasil. Mas valeu a pena. Chegaram às lojas no mês passado as C360, montadas em Manaus pela Jabil, companhia norte-americana que presta serviços terceirizados em manufatura. Essas são as primeiras câmaras digitais da Kodak confeccionadas fora da China. A estratégia da empresa é economizar o Imposto sobre Produto Importado (IPI) e oferecer um equipamento mais barato aos brasileiros, que representam 45% do mercado fotográfico latino-americano.
Invenção
Arapuca de mosquito
Na Amazônia ele é conhecido como carapanã-pinima. Para os cientistas, é o Aedes aegypti. Pessoas mais informadas reconhecem a praga ao notar seu abdome rajado e a tromba voltada para baixo. É o mosquito da dengue, que desembarcou no Brasil por volta de 1680 e nunca mais deu sossego. Isso porque vive apenas 45 dias. Fosse longevo teria dizimado uma multidão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dois terços da população do planeta estão sob risco e pelo menos cem países registram a presença da doença. Mas pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) parecem ter encontrado uma maneira de deter o inimigo. Criaram uma engenhoca semelhante àqueles mata-moscas que eram usados nos sítios antigamente. Tem um cartão aderente dentro de uma caixinha (o MosquiTRAP), devidamente abastecido com uma pastilha (chamada AtrAEDES) de perfume irresistível ao carapanã- pinima. Ele entra, vai até a pastilha e gruda no cartão. Não se multiplica, morre e, com um cálculo simples, ainda se pode saber como anda a infestação no local - e tomar providências. Patenteado pela UFMG, o método foi licenciado para a empresa Ecovec, de Belo Horizonte. Está sendo exportado para Alemanha, Cingapura e Panamá.
Bancos
Fuga das filas
Os brasileiros estão fazendo de tudo para escapar das filas na hora de resolver seus problemas bancários. Em 2005, 26, 3 milhões de clientes realizaram 5, 85 bilhões de operações - 17% do total - via internet. Mais que o dobro do registrado em 2003, segundo estudo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). De janeiro a junho, 460 mil pessoas fizeram 8 milhões de transações pelo telefone celular. "A internet trouxe várias comodidades para o cliente. Ele não tem mais de sair de casa para fazer operações bancárias. Pode agendar pagamentos, além de cuidar de suas contas quando está viajando", diz Luís Marques de Azevedo, consultor da Febraban. Para os que não têm acesso a um terminal de Internet nem possuem telefone celular, os bancos disponibilizam os caixas automáticos. Em 2005, os postos de autoatendimento somaram 10, 79 bilhões de operações, quase o dobro do que se tinha em 2000. Para aumentar a segurança desses caixas, já estão em teste sistemas de identificação biométrica, que reconhecem o cliente pelas veias da palma da mão. Dois efeitos desse movimento: de um lado, os custos operacionais das instituições financeiras caíram, e seus lucros vêm crescendo de forma assombrosa; e, de outro, quase 5 milhões de bancários perderam o emprego nos dez últimos anos. Com a conjunção desses dois elementos, os bancos poderiam reduzir um pouco as altas taxas de serviços cobradas do cliente.
Queda no emprego bancário
Número médio de funcionários por agência (50 maiores bancos)

Fonte: Banco Central
Mais celular que gente
A Espanha é o primeiro país a registrar um número maior de celulares do que de habitantes.
O total de linhas das três operadoras do país somou 44, 3 milhões, ante 44, 1 milhões de moradores. |
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