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ciência & inovação
Pesquisa Nair Rabelo
Texto Andréa Wolffenbüttel
Genética
A prevenção de mortes causadas por problemas cardíacos parece ter dado
mais um passo à frente. Pesquisadores do Hospital John Hopkins (EUA), do
Framingham Heart Study (EUA) e da Rede Nacional de Estudos do Genoma (Alemanha)
identificaram um gene ligado à predisposição para o ritmo cardíaco anormal.
Essa disfunção é uma das causas do que se convencionou chamar "morte súbita", responsável
por cerca de 300 mil óbitos a cada ano só nos Estados Unidos. O gene NOS1AP
foi encontrado quando os pesquisadores analisavam todos os 3 bilhões de
letras do genoma, uma prática incomum, já que geralmente os estudos são
focados em um único gene. Os estudiosos acham que o método diferenciado
de análise foi o que possibilitou a localização desse gene, que nunca havia
sido relacionado com a atividade cardíaca. O gene encontrado poderia alterar
o intervalo de tempo consumido numa contração ventricular, normalmente
de 0, 3 segundo. Pessoas com predisposição a morte súbita apresentam um
intervalo muito curto ou muito longo. Os médicos acreditam que essa disfunção
esteja presente em um terço dos pacientes cardíacos. Os autores da pesquisa
estão otimistas com a descoberta, que poderá facilitar um diagnóstico
precoce e possivelmente salvará a vida de muitos. Todos sabem que o tempo é o maior inimigo das obras de arte. O contato
com o ar e seus micróbios consome o brilho das cores e a nitidez dos traços. Agora,
um professor da Universidade de São Paulo (USP) acaba de inventar um equipamento
capaz de medir exatamente os estragos que determinado ambiente pode causar
a óleos e aquarelas. O químico Andrea Cavicchioli, da Escola de Artes,
Ciências e Humanidades (EACH), construiu um sensor baseado numa microbalança
de quartzo. Ele consegue registrar as menores alterações ocorridas em
matérias como tintas, vernizes e colas. O processo é simples. Para avaliar
se o local é apropriado para receber um quadro, basta colocar lâminas ultrafinas
dos elementos que compõem a peça sobre a balança e deixá-la no recinto
por algum tempo. Ela indicará se ocorreu oxidação e quanto. Segundo o professor,
a tendência atual é descobrir se existem fatores de risco antes que os
danos aconteçam. Até agora, o dispositivo só avalia quatro substâncias
diferentes simultaneamente, mas deve ser aprimorado para trabalhar com
um número maior. Se todos tiverem o cuidado de usar a balancinha do professor
Cavicchioli antes de expor as obras de arte, paisagens e retratos, manterão
a beleza por muito mais tempo. Robótica
Na batida do coração
Química
O sorriso da Monalisa
Eva do terceiro milênio
A
estimativa de que a indústria de robôs será o motor da economia das próximas
décadas tem levado o governo coreano a investir nesse segmento. A última
novidade é EveR 1, uma robô com feições muito próximas das humanas. Apresentada
em maio, ela foi construída pelo Instituto de Tecnologia Industrial Kitech. A
andróide reproduz uma jovem coreana de 20 anos, com 1, 60 metro de altura
e 50 quilos, e consegue estabelecer uma breve conversa com um vocabulário
de 400 palavras. A palavra EveR vem da junção dos nomes "Eva"e "robô".
Sua semelhança com humanos é impressionante porque ela é capaz de demonstrar
expressões faciais de acordo com o que fala, além de olhar diretamente
para seu interlocutor, ação permitida pelos 15 sensores localizados em
sua cabeça que detectam a direção de onde vem o som da voz. Os pesquisadores
prometem para o fim do ano o lançamento de uma versão melhorada da andróide,
a EveR 2, que poderia ficar em pé ou andar, já que a primeira versão tem
movimentos apenas da cintura para cima. Mesmo com essa deficiência, a
professora EveR 1 causou profunda impressão nos alunos de uma escola de
Seul, onde ficou exposta.

