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Ciência & Inovação
Pesquisa Nair Ribeiro
Texto Andréa Wolffenbüttel
Conhecimento Indústria aeroespacial Metais Segurança
Saber gratuito
on-line
O Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acaba de lançar o Terræ Didática, publicação em formato eletrônico destinada à divulgação de materiais didáticos e informações de interesse geral para as comunidades de geologia, geografia e educação. A primeira edição já está disponível no site www.ige.unicamp.br/terraedidatica. O editor-chefe da publicação, Celso Dal Ré Carneiro, explica que o aparecimento na mídia de acontecimentos recentes envolvendo terremotos, tsunamis, enchentes, deslizamentos de terras e outros demonstra o interesse direto nesses assuntos. "Algum grau mínimo de conhecimento sobre ciências da Terra passou a fazer parte da bagagem de qualquer cidadão", conclui. O lançamento do Terræ Didática coincidiu com a liberação ao acesso do Portal de Periódicos da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Anteriormente, a consulta ao portal era exclusiva a estudantes, professores e funcionários de 163 instituições de ensino superior no país. No site http://acessolivre.capes.gov.br encontram-se resumos ou textos na íntegra (apenas na área de história) de dissertações e teses, informações sobre patentes e artigos completos de 1. 040 publicações científicas, inclusive todas as disponíveis na biblioteca eletrônica SciELO (Scientific Electronic Library Online).
Satélite fashion
A idéia vem da Rússia: roupas espaciais antigas são transformadas em satélites artificiais de pesquisa e lançadas da Estação Espacial Internacional. O astronauta Valery Tokarev foi o responsável pelo primeiro lançamento, no dia 3 de fevereiro. Um pequeno transmissor de rádio é acrescentado a cada roupa velha, permitindo o monitoramento da peça. O objetivo dos cientistas é analisar a durabilidade das roupas sem comprometer a saúde dos astronautas. O equipamento de rádio transmite continuamente informações sobre a roupa-satélite, que, em inglês, recebe o nome SuitSat e, em russo, RadioSkaf. Ao contrário dos satélites, que possuem geometria bem definida, item que facilita no cálculo de sua permanência no espaço, as roupas-satélites apresentam desenho irregular, quase impossibilitando calcular o tempo gasto por elas para atingir as camadas superiores da atmosfera e queimar na reentrada. Os radioamadores podem monitorar as RadioSkaf. Uma vez por minuto elas transmitem a seguinte mensagem na freqüência 145, 990 MHz FM:"Aqui é a SuitSat1, RS0RS", seguida por uma saudação em inglês, francês, japonês, russo, alemão e espanhol e, finalmente, os dados técnicos registrados naquele momento.
Brilho eterno
"O maior problema da prata como metal precioso é que ela mancha com o tempo. O escurecimento do metal faz com que itens tradicionais de prata, como cutelaria, tornem-se cada vez menos atrativos no mercado moderno, porque exigem muita manutenção", explica o dr. Hywel Jones, da Universidade de Sheffield Hallam, na Inglaterra, coordenador da pesquisa que descobriu uma nova técnica para produzir prata legítima que não escurece com o tempo. As manchas na prata surgem pela reação do metal com o enxofre presente no ar, formando um filme de sulfeto de prata que escurece a superfície. A "prata inoxidável", desenvolvida pelos pesquisadores, resiste ao efeito de descoloramento, mantendo sua cor e brilho originais. A expectativa é que a descoberta revolucione a indústria mundial da prata, já que não serão exigidas mais as demoradas e repetidas tarefas de limpeza e polimento. Os estudiosos acreditam também que a inovação abra novos mercados industriais para a prata, como os contatos elétricos de precisão, hoje uma área dominada pelo ouro.
Segredos no HD
Ao realizar um estudo sobre
roubo de informações pessoais, cientistas da Universidade de Leicester na Inglaterra, compraram 12 computadores de segunda mão. Descobriram que eles são grandes fontes de segredos. Em metade deles foram descobertas informações confidenciais de seus antigos donos, tais como dados sobre contas bancárias, senhas e identificação de usuários. Em um dos computadores, que pertenceu a uma empresa, foram encontradas planilhas com dados sigilosos da contabilidade e um banco de dados com informações dos clientes. O professor Martin Gill, coordenador do estudo, explica que não basta reformatar o disco rígido. Para apagar as informações deve-se utilizar os programas conhecidos como wipedisks, que gravam números aleatórios em cima de cada setor do disco. Detalhe: os cientistas usaram apenas softwares de recuperação de dados amplamente difundidos pela Internet.
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