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A grandeza dos pequenos
Anjali Kumar
Outro fato relevante: com o desenvolvimento, aumenta o número de pequenas e médias empresas formais e reduz-se o das informais. A importância das MPEs e do setor informal em cada país é muito diferente. No Azerbaijão, na Bielorússia e na Ucrânia, apenas 5% da mão-de-obra tem emprego formal em micro, pequenas e médias empresas. O índice é superior a 80% no Chile, na Grécia e na Tailândia. De forma similar, a taxa da economia informal em relação ao PIB varia de 9% do PIB, na Suíça, a 71%, na Tailândia. Assim, em certa medida, o crescimento das MPEs resulta na conversão de empreendimentos pequenos e informais em negócios maiores e formais. O 2005 World Development Report (Relatório de Desenvolvimento Mundial 2005, do Banco Mundial) indica que as pequenas empresas obtêm apenas 30% de seus financiamentos de fontes externas. As grandes alcançam 48%. Um estudo sobre o Brasil mostra que os obstáculos à obtenção de financiamento são mais severos do que se poderia esperar pelos riscos que oferecem. Outra investigação examinou 4 mil empresas de 54 países em 2002. Concluiu que a redução das exigências para o acesso ao crédito é extremamente benéfica às MPEs.
Há tempos se percebe que micro e pequenas empresas (MPEs) tendem a ganhar importância com o desenvolvimento econômico e contribuem para a criação de empregos de forma mais que proporcional. Elas aumentam a competitividade, o empreendedorismo e, portanto, acarretam benefícios em termos de eficiência, inovação e produtividade. É crescente o reconhecimento de que as MPEs funcionam como amortecedores que estabilizam a economia e têm papel importante na recuperação em períodos pós-crise. Pesquisas mostram que, conforme os países se desenvolvem e se tornam mais ricos, a mão-de-obra empregada em MPEs cresce mais do que a ocupada em grandes empresas, e que a contribuição das pequenas para a produção geral, o PIB, também é maior.

