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Éramos felizes e sabíamos
Luiz Henrique P. Soares
O centenário de nascimento do expresidente Juscelino Kubitschek vem
sendo verdadeiramente comemorado no país. Com seu permanente sorriso de
olhos franzidos e o lema visionário de realizar "cinqüenta anos em cinco",JK
é o nosso mandatário mais simpático e emblemático de um tempo feliz. Não
é à toa, portanto, que a mídia, mais do que ningém se debruça tão intensamente
sobre a vida desse símbolo nacional. Junto com JK, o país e o mundo viveram
um período de prosperidade e otimismo.No Brasil,a renovação dos costumes
iniciada na segunda metade dos anos 50 produziu a bossa nova e o cinema
novo,popularizou o biquíni e trouxe o nosso primeiro caneco da Copa do
Mundo.A televisão acabava de entrar nos lares e a década terminaria com
os primeiros carros nacionais na garagem da classe média. Tudo isso é bem mostrado em "Juscelino Kubitschek,O Presidente Bossa
Nova",o que é muito útil,em especial para quem não vivenciou aquele
período. O livro não se aprofunda em análises históricas mais ousadas:
está centrado na pessoa de Juscelino, em sua carreira e seus feitos, dando
atenção especial à epopéia que foi a construção de Brasília.Sua leitura
é leve e reconfortante ao mostrar que o desenvolvimento pode não ser apenas
uma miragem no horizonte.
Juscelino Kubitschek, O Presidente Bossa Nova
Marleine Cohen
Editora Globo, 2005, 312 p., R$ 42,00

