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Edição 19
Maio/2005

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Éramos felizes e sabíamos

Luiz Henrique P. Soares

O centenário de nascimento do expresidente Juscelino Kubitschek vem sendo verdadeiramente comemorado no país. Com seu permanente sorriso de olhos franzidos e o lema visionário de realizar "cinqüenta anos em cinco",JK é o nosso mandatário mais simpático e emblemático de um tempo feliz. Não é à toa, portanto, que a mídia, mais do que ningém se debruça tão intensamente sobre a vida desse símbolo nacional. Junto com JK, o país e o mundo viveram um período de prosperidade e otimismo.No Brasil,a renovação dos costumes iniciada na segunda metade dos anos 50 produziu a bossa nova e o cinema novo,popularizou o biquíni e trouxe o nosso primeiro caneco da Copa do Mundo.A televisão acabava de entrar nos lares e a década terminaria com os primeiros carros nacionais na garagem da classe média.

Tudo isso é bem mostrado em "Juscelino Kubitschek,O Presidente Bossa Nova",o que é muito útil,em especial para quem não vivenciou aquele período. O livro não se aprofunda em análises históricas mais ousadas: está centrado na pessoa de Juscelino, em sua carreira e seus feitos, dando atenção especial à epopéia que foi a construção de Brasília.Sua leitura é leve e reconfortante ao mostrar que o desenvolvimento pode não ser apenas uma miragem no horizonte.


Juscelino Kubitschek, O Presidente Bossa Nova

Marleine Cohen
Editora Globo, 2005, 312 p., R$ 42,00


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