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Edição 19
Maio/2005

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Eles também precisam de ajuda
Instituição criada no Recife apóia e orienta rapazes que se tornam pais na adolescência ajudando-os a conviver com a nova realidade e a compreender os desafios e as realizações da paternidade

Por Goretti Soares, do Recife

Chris Casaburi/Getty Images

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a adolescência como o período entre os 10 e os 20 anos de idade.No Brasil,o último censo, realizado em 2000,mostra que 21% da população é formada por adolescentes e 62% deles estão na classe C. Essa também é a parcela na qual mais ocorre a gravidez precoce. A baixa renda, a escolaridade precária, a falta de acesso à informação e aos serviços públicos de saúde contribuem para que, a cada ano, seja maior o número de mulheres de 10 a 19 anos que estão tendo filhos.A situação muda com os adolescentes de maior escolaridade.Nesses casos, é nítido o aumento dos índices de uso dos métodos anticonceptivos e até o retardo do início da prática sexual.De acordo com o Ministério da Saúde,23% das mães brasileiras são adolescentes.Em todas as pesquisas, não faltam dados relativos às mulheres e às implicações da maternidade precoce.O mesmo,porém,não ocorre com os rapazes.Para cada mãe adolescente,existe um pai, que tem, em média, dois ou três anos a mais que ela - portanto, uma grande parcela é formada por pais também adolescentes ou jovens pais adultos.

Hans von Manteuffel
José Ricardo Claudino não pôde acompanhar sua esposa nas consultas de pré-natal nem assistir ao parto. Ele considera que os hospitais não estão preparados para atender os pais que querem participar do nascimento dos filhos

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