
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a adolescência como o período
entre os 10 e os 20 anos de idade.No Brasil,o último censo, realizado
em 2000,mostra que 21% da população é formada por adolescentes e 62% deles
estão na classe C. Essa também é a parcela na qual mais ocorre a gravidez
precoce. A baixa renda, a escolaridade precária, a falta de acesso à informação
e aos serviços públicos de saúde contribuem para que, a cada ano, seja
maior o número de mulheres de 10 a 19 anos que estão tendo filhos.A situação
muda com os adolescentes de maior escolaridade.Nesses casos, é nítido
o aumento dos índices de uso dos métodos anticonceptivos e até o retardo
do início da prática sexual.De acordo com o Ministério da Saúde,23% das
mães brasileiras são adolescentes.Em todas as pesquisas, não faltam dados
relativos às mulheres e às implicações da maternidade precoce.O mesmo,porém,não
ocorre com os rapazes.Para cada mãe adolescente,existe um pai, que tem,
em média, dois ou três anos a mais que ela - portanto, uma grande parcela
é formada por pais também adolescentes ou jovens pais adultos.
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| José Ricardo Claudino não pôde acompanhar sua esposa nas consultas
de pré-natal nem assistir ao parto. Ele considera que os hospitais
não estão preparados para atender os pais que querem participar do
nascimento dos filhos |
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