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Melhor amigo do homem
Pesquisa Andréa Wolffenbüttel
Texto Manoel Schlindwein
O
homem nunca conheceu tão bem o seu melhor amigo, mais especificamente, sua
melhor amiga. É o que se pode concluir do trabalho apresentado na edição
de 8 de dezembro do ano passado na revista Nature. A boxer Tasha emprestou
seu DNA para um consórcio de laboratórios de Estados Unidos, Inglaterra
e França providenciar o seqüenciamento do genoma dos cães. O trabalho durou
30 meses e seus resultados vão ajudar os pesquisadores a desvendar alguns
segredos de doenças que atingem cães e humanos, especialmente problemas
cardíacos e câncer, que é o mal que mais vitima os cachorros. Além de mapear
e decifrar cada uma das 2,4 bilhões de "letras" que compõem o DNA canino,
formado por 78 cromossomos, os cientistas compararam o genoma de Tasha com
o de dez outras raças. A cadela foi escolhida entre mais de 100 candidatos
porque seu DNA era aparentemente mais propício.

