Pobreza e famílias
Maysa Provedello
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O direito à Convivência Familiar e Comunitária: Os Abrigos para Crianças e Adolescentes no Brasil Coordenação: Enid Rocha Andrade da Silva Editora Ipea, Rio de Janeiro, distribuição gratuita |
Desde 1992, quando foi promulgado o Estatuto da Criança (ECA), muita coisa mudou. Mas a falta de dados e de análises dificulta o desenho de políticas públicas. Enid Rocha Andrade da Silva, pesquisadora do Ipea, coordenou um estudo sobre os abrigos, para onde vão crianças e jovens com menos de 18 anos abandonados, vítimas de maus tratos ou em situação de risco. O trabalho foi pedido pela Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente e pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). A iniciativa é inédita no Brasil. Entre as informações coletadas em 589 abrigos beneficiados com recursos federais está a seguinte: a maioria dos abrigados possui família - 86,7% e 52% deles encontram-se ali devido à pobreza. A miséria afeta o convívio familiar, fundamental para o pleno desenvolvimento. O secretário de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, autor do prefácio da publicação, reconhece a necessidade de políticas de geração e renda e de apoio psicológico e social, para a preservação dos vínculos familiares. Outras informações facilitam o conhecimento da questão. A publicação é gratuita e pode ser solicitada pelo e-mail pesquisa.abrigos@ipea.gov.br.